terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Terno, atração do Lollapalooza, se apresenta no CCSP em janeiro

O Terno / Foto: Willy Biondani

O Terno explora novas sonoridades em segundo disco autoral. Formado por Tim Bernardes (voz e guitarra), Guilherme d’ Almeida (baixo) e Victor Chaves (bateria), lança em agosto seu segundo álbum, homônimo. “O Terno” é lançado de forma independente e traz um repertório com doze canções inéditas.


Neste primeiro disco inteiro autoral (são onze músicas do guitarrista e vocalista Tim Bernardes e uma parceria entre Tim e o baterista Victor Chaves) a banda explorou com tempo e cuidado as sonoridades e caminhos que já apontavam em sua trajetória até esse disco. As composições mais maduras sugerem cada uma um clima e universo próprio, impulsionados pelos timbres que a banda cria para cada canção.

Este novo trabalho conta com algumas participações: o veterano tropicalista Tom Zé intensifica o clima assustador da canção “Medo do Medo” com sua inusitada participação vocal. Pedro Pelotas, da banda Cachorro Grande, toca um autêntico órgão Hammond dos anos 60 nas baladas “Ai, Ai, Como Eu Me Iludo” e “Eu Vou Ter Saudades”. Esta última também conta com a participação de Luiz Chagas (Tulipa Ruiz, Itamar Assumpção, Arnaldo Baptista) no Lap Steel. Marcelo Jeneci toca órgão farfisa na onírica “Quando Estamos Todos Dormindo”. As colaborações no disco terminam com a dupla André Vac, Gabriel Milliet (da banda Memórias de Um Caramujo) na rabeca e sopros, respectivamente, criando uma atmosfera camerística para a cinematográfica “Desaparecido”.

Formado em 2006, o trio paulista tem como influências as grandes bandas do rock mundial. Entre elas, Beatles, Kinks e Mutantes e ainda traz toques da Tropicália e da Jovem Guarda. Integram o grupo Tim Bernardes (voz e guitarra), Guilherme Peixe (baixo) e Victor Chaves (bateria) sendo que os rapazes classificam sua música como rock irônico e bem humorado. O Terno começou a se destacar em 2009 e, com suas canções próprias, recebeu o apadrinhamento de Maurício Pereira de Os Mulheres Negras. Em 2012 a banda lançou o primeiro álbum titulado “66” que traz parcerias com Maurício Pereira e Marcelo Jeneci. Inclusive, Jeneci participou do disco tocando um órgão Hammond da década de 60. Todo esse bom retrospecto fez com que O Terno fosse indicado ao VMB 2013 na categoria Aposta MTV. Nesta apresentação no Centro Cultural São Paulo o trio dispara seu segundo, “O Terno” com repertório de canções inéditas, totalmente autoral, explorando novas sonoridades, para além de um power trio.

As dinâmicas e os contrastes aparecem no disco não só dentro de cada canção mas também no repertório como um todo, que vai desde o rock n’ roll intenso e psicodélico até baladas mais introspectivas, passando pelo brega sessentista, o experimentalismo e o soul, usando bem das suas referências musicais para criar um repertório variado e coeso com a identidade do trio.


Diferente do disco de estreia, “66”, “O Terno” explora sonoridades para além do power trio. Todas as bases foram gravadas ao vivo pela banda mas depois enriquecidas por overdubs e experiências de estúdio. O processo de gravação e mixagem, mais longo e minucioso, se deu pela parceria com Gui Jesus Toledo, do Estúdio Canoa, onde o disco foi produzido, que conduziu as gravações e viabilizou as ideias e sonoridades que a banda tinha em mente.

Serviço

Data: 11 de Janeiro de 2015
Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Endereço: Rua Vergueiro, 1000
Liberdade, São Paulo - SP 
Início: 18:00 
Classificação: Livre
Ingressos: R$20,00 (Retirar duas horas antes do início do show)
Sala Adoniran Barbosa (622 lugares)

Não perca tempo. Programe-se!


Fonte: CCSP