sábado, 6 de junho de 2015

O Metal Singers mostrou aos fãs brasileiros que o heavy metal está mais vivo do que nunca



Por Bruno Sawyer


O projeto Metal Singers passou pelo Brasil em sua primeira edição e os veteranos Udo, Mike Vescera, Tim “Ripper” Owens e Blaze Bayley, mostraram que, além deles, o metal ainda tem muita lenha para queimar.




O público corria para chegar à casa a tempo de pegar o evento no começo. O problema é que no flyer e nos ingressos o horário de início estava marcado para as 19:30, porém Mike Vescera, o primeiro a se apresentar, subiu no palco pontualmente às 19:00. Vale ressaltar a presença de Blaze Bayley (muito simpático aliás) em um pequeno totem, tirando fotos e dando autógrafos para quem quisesse.

A banda de apoio também se saiu muito bem durante toda a noite e não comprometeu nenhuma das apresentações. Vale ressaltar que apenas os vocalistas deixaram o palco após cada uma de suas apresentações e a banda seguiu firme e forte durante duas horas e meia de show.

Mike Vescera iniciou os trabalhos às 19:00 em ponto. Seventh Sign e mostrou presence de palco, interagindo bastante com o público. Ao término da canção foi aplaudido. Never Die veio em seguida e o vocalista abraçou um dos guitarristas e foi aplaudido após o fim da canção.


Perguntou se todos estavam bem e Soldier Of Fortune foi inciada, agitando a galera e mantendo o bom nível da apresentação. Logo após veio Vengeance e o público cantou junto e o ovacionou no fim.

Antes de You Shook Me, a última canção de seu set, a galera puxou um coro aos gritos de “Vescera!”, “Vescera!”. A canção foi executada impecavelmente e ao seu final, Mike agradeceu bastante, disse que o público era foda, falou os nomes dos outros vocalistas do evento, acenou para a galera e saiu do palco muito aplaudido.

Um velho conhecido dos palcos brasileiros foi o próximo. Blaze Bayley, que teve uma passagem marcante em vários sentidos pelo Iron Maiden, entrou em cena e mostrou que o carisma, simpatia e respeito que tem pelos fãs faz parte das apresentações e de sua vida.

Com muita presença de palco ele fez o público ferver. Voices From The Past (canção de sua carreira solo) abriu seu set list. A galera estava ensandecida, batendo palmas e cantando junto com ele que, fazia a galera entoar um sonoro “ôôô” interagindo de forma brilhante. Realmente, ele se entrega quando está no palco. Sem dúvida alguma, foi ovacionado assim que a canção terminou.

Ele brincou com a galera dando boa noite e falando os nomes de cidades diferentes do Brasil:

Blaze: - Boa noite Curitiba?
Público: - Não!
Blaze: - Boa noite Rio de Janeiro?
Público: - Não!
Blaze: - Aqui é São Paulo certo?
Público: - Sim!
Blaze: - Então grite para mim São Paulo!

E foi o que a galera fez. Man On The Edge veio em seguida e quase trouxe a casa abaixo. Ele foi para a ponta do palco e cantou junto com os fãs. Estes também não se acanharam, cantando o refrão junto com ele que durante o solo, não perdeu o ritmo e ficou correndo de um lado para o outro feito louco, agitando a galera.

Continuando com as composições de sua época no Iron Maiden, Como Estais Amigos? Veio em seguida. Blaze fez a galera bater palmas ao seu ritmo na intro e durante o solo puxou um coro de “hey!”. O público respondeu cantando o verso “No More Tears” junto com o músico. Mais uma vez ele foi ovacionado ao término da canção.


Mostrando todo o respeito que tem pelos fãs, ele agradeceu em português e disse que é um artista independente e para ele o que importa é o público. Os ingressos e cd’s que as pessoas adquirem possibilitam que ele continue fazendo shows e vindo para o Brasil. E agradeceu novamente com um sonoro “Muito, Muito Obrigado!”.

The Clansman, outro grande sucesso dele na donzela de ferro, veio em seguida. A galera puxou um “ôôô” em coro durante a introdução e cantou a músico junto com Blaze. Como já era de se esperar, assim que o refrão começou, houve uma explosão em toda a casa. Público e músicos pulando juntos, mostrando uma sintonia exemplar. Ai fim da canção, mais uma infinidade de aplausos.

Uma das músicas mais conhecidas da história do heavy metal veio em seguida para fechar o set de Blaze. Fear Of The Dark foi executada e contou mais uma vez com a participação maciça da galera. Ao fim, Blaze agradeceu em português e saiu do palco ovacionado e com a galera gritando o seu nome.



A fera que veio em seguida foi o gigante (na altura e na voz) Tim “Ripper” Owens. Mandando ver, Ripper já iniciou seu set com uma composição de sua época no Judas Priest, Jugulator. Interagiu com a galera puxando um coro de “hey!” e fez o famoso chifre com as mãos, eternizado por Ronnie James Dio. Além disso, mostrou que sua voz continua impecável!

Grinder veio em seguida e o público mostrou que estava se divertindo à beça. A galera dançou, cantou junto e, claro, ovacionou Tim e a banda ao término da canção. Aos gritos de “Ripper!”, “Ripper!”, o músico falou com o público e elogiou a banda de apoio.

You’ve Got Another Thing Comin’ foi a próxima e o público continuou mostrando que estava mesmo curtindo a noite, cantando junto, batendo palmas e respondendo a Ripper quando ele pediu para que todos gritassem “Metal!”, “Metal!”. Em seguida tivemos Death Row, mais uma de sua época no Judas Priest, onde a galera que estava lá mostrou que é Headbanger de verdade. Ao fim da execução, muitos aplausos.


Para fechar com chave de ouro o set solo de Ripper, Painkiller. A galera cantou o refrão junto e ovacionou o vocalista ao término da execução. Ripper agradeceu e saiu do palco com a galera gritando seu nome.

Para fechar a primeira parte do evento ninguém melhor que ele, a lenda, o mestre, Udo!

O clássico de sua carreira solo Animal House foi o primeiro petardo de seu set. Entrou no palco com a galera gritando seu nome e retribuiu perguntando se todos estavam prontos. Durante a execução da canção foi uma festa só com todos pulando e batendo palmas, cantando junto com ele e se divertindo bastante. O músico também interagiu com a galera, em um determinado momento ficou apontando para o público e fez uma careta para descontrair. Foi ovacionado ao término da canção.

Em seguida veio They Want War e Udo fez a galera entoar um coro de “hey!”, “hey!”. Todos interagiram batendo palmas durante o solo e o vocalista brincou com o público cantando uma parte do refrão e deixando a parte “They Want War” para o público, que respondeu à altura e mostrou que a noite era especial.


Os clássicos de seu período no Accept vieram em seguida. Metal Heart foi a primeira, sendo introduzida por Udo:

Udo: - Vocês estão preparados?! Para Metal! Metal! Metal Heart!

A galera bateu palmas na intro, cantou junto o refrão, o solo e o que mais desse para cantar, ovacionando a banda e o músico ao término da canção.

Princess Of The Dawn veio em seguida e contou com mais interação da plateia. Ao seu término, mais uma infinidade de palmas e gritos do público. Para fechar, Fast As A Shark onde Udo puxou a cantiga alemã da intro, sendo seguido pela galera e mostrou que ainda tem muita lenha para queimar.

A segunda parte do evento foi composta por Jams. Na primeira, voltaram ao palco Mike Vescera e Blaze Bayley que apresentaram um ao outro, agradeceram mais uma vez e cantaram o clássico Man On The Silver Mountain do Rainbow, eternizado na voz do inesquecível Ronnie James Dio. Na sequência, outro clássico do Rainbow com Dio nos vocais, Long Live Rock And Roll. A galera foi á loucura e pulou e cantou bastante.


Mike deixou o palco e Tim voltou. Ele e Blaze brincaram um pouco e Ripper anunciou a próxima canção. Wrathchild do Iron Maiden, mais uma vez com Blaze interagindo fervorosamente com o público.

Desta vez foi ele quem cedeu seu lugar para Udo. Ele brincou dizendo que eles iam tocar uma que nunca tinha cantado e Balls To The Wall, um dos maiores clássicos do Accept foi executada. Foi uma festa só, a galera cantando junto e participando ativamente, respondendo bem às brincadeiras dos vocalistas. Ao término da canção, Udo agradeceu ao público que, por sua vez, gritou constantemente o seu nome e o de Tim “Ripper” Owens.

Infelizmente, a noite estava chegando ao seu fim. Blaze e Mike retornaram ao palco e antes de executarem o último número, apresentaram a banda de apoio que, incansavelmente, ficou por duas horas e meia seguidas tocando com maestria repertórios bastante diferentes. Realmente, os músicos mereceram todos os aplausos e reverências.

Em clima de fim de festa, Living After Midnight do Judas Priest foi tocada e todos na casa celebraram mais uma noite onde o metal mostrou que continua vivo e chutando vários traseiros mundo afora.

FICHA TÉCNICA

Data: 24 de Janeiro de 2015
Realização: Manifesto e Open The Road - Booking, Management and Productions
Local: Clash Club - São Paulo/SP

Set List

Mike Vescera

Seventh Sign (Yngwie J. Malmsteen)
Never Die (Yngwie J. Malmsteen)
Soldier of Fortune (Loudness)
Vengeance (Yngwie J. Malmsteen)
You Shook Me (Loudness)

Blaze Bayley

Voices from the Past (Blaze Bayley)
Man on the Edge (Iron Maiden)
Como Estais Amigos (Iron Maiden)
The Clansman (Iron Maiden)
Fear Of The Dark (Iron Maiden)

Tim "Ripper" Owens

Jugulator (Judas Priest)
Grinder (Judas Priest)
You Got Another Thing Comin' (Judas Priest)
Death Row (Judas Priest)
Painkiller (Judas Priest)

Udo

Animal House (U.D.O.)
They Want War (U.D.O.)
Princess of the Dawn (Accept)
Metal Heart (Accept)
Fast as a Shark (Accept)

Metal Singers (Jam)

Man On The Silver Mountain (Rainbow)
Long Live Rock 'n' Roll (Rainbow)
Wrathchild (Iron Maiden)
Balls to the Wall (Accept)

Living After Midnight (Judas Priest)

Cartaz